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Ter uma irmã de 14 anos normalmente é fonte de muitas tropelias, brincadeiras, peripécias e comédias, mas hoje não é um desses dias. A T. esteve a contar-me que, já no ano letivo passado, estiveram a falar, na disciplina de Escola e cidadania, sobre orientação sexual e que, como trabalho de casa, tinham que elaborar um texto sobre o assunto. Tenho algumas dificuldades em perceber este trabalho, mas penso que o objetivo era obrigá-los a pensar sobre o que ouviram na aula e sobre o debate (ou balburdia) que se seguiu. Converso com a T. sobre essa aula e eis que ela me diz que boa parte da turma é “contra os homossexuais”. Contra? Oi? Como se isso fosse sequer possível! É como ser contra a escola ou o sol. Fiquei desanimada! Tão jovens e já homofóbicos, discriminadores, formatados. Não percebo, a sério que não. Há alguma coisa de muito errada aqui e, por muitos fatores que considere, nunca consigo desconsiderar os agentes educadores.

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publicado às 21:38


2 comentários

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De Paula Garcês a 16.10.2014 às 00:07

É óbvio que tens que considerar os agentes educadores, e de duas formas: ou eles próprios são homofóbicos e o transmitem ou, por outro lado, até nem são, mas não transmitem aos filhos os valores de respeito e igualdade; não falam mal, mas também não lhes dizem (nem mostram) que devem respeitar cada um como é, nem conversam sobre a homossexualidade como uma coisa tão natural como a escola ou o sol...

Paula
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De Mar Português a 16.10.2014 às 00:14

É mesmo isso! E quando o assunto deixa de ser tabu na escola, os pais, em casa, têm mesmo que ajudar. Ainda assim, acho mesmo que, na maioria dos casos, apanham dos pais. Portugal ainda tem um longo caminho a percorrer no que toca às mentalidades. Mas pelo menos, neste caso, estão a começar a mudança no local certo: a escola.

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Neste mar

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