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Estado Islâmico

09.10.14

Disse aqui esta semana que me recuso a ver o Islão como um bando de gente radical. Esses são uma minoria. Ainda assim, a minoria que o Estado Islâmico representa é para lá de perigosa. Não tem rosto, nem dá a cara. Mata sem hesitar e sem qualquer respeito pela vida humana. Parece ate um filme, mas é o mais real possível.

 

Não encaro um conflito armado de ânimo leve, mas, infelizmente, aqui não vejo outra hipótese. Neutralizar o Estado Islâmico deve ser a prioridade absoluta do mundo ocidental. Não há negociações, conferências ou diálogo. É matar ou morrer. E sim, sei o peso destas palavras. Numa guerra a este nível vão morrer civis, entre os quais, com toda a certeza, crianças. Mas a verdade é que isso já está a acontecer. Porque quando vejo aqueles homens prestes a serem decapitados, não é de guerras ou de políticas que me lembro. É de quem fica! Das mães, dos pais, das esposas, dos filhos que ficam e que, com toda a certeza, morrem por dentro.

 

Se um dia eu tiver filhos, sei que é impossível trazê-los para um mundo perfeito. Queria pelo menos que fosse um mundo um pouco mais tolerante, onde as pessoas respeitem as outras por quem elas são, se não sem julgamentos, pelo menos sem violência. Mas talvez nem isso seja possível.

 

Nota: Não gosto fazer posts sem imagens, mas aqui tem não há outra hipótese porque elas são horríveis demais e representam tudo aquilo que o mundo não deve ser.

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publicado às 13:32


2 comentários

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De Jhonny M. a 09.10.2014 às 16:49

Olá!
Tenho seguido os posts deste blog porque um entre outro tema me interessam e os textos são perspicazes.
(In)Felizmente - depende da perspetiva do autor - não tenho hábito de comentar por comentar. Apenas o faço nas circunstâncias que o faço agora.
Independentemente do radicalismo islâmico, de ser uma minoria e das proporções que a situação alcançou, não creio que se justifique uma guerra que tem atentados à liberdade em ambas as partes.
A liberdade religiosa é um dos nossos direitos naturais e deverá ser apenas limitada quando atenta à liberdade do próximo.
Perante isto, nem os ocidentais se deveriam ter imiscuído no território islâmico por interesse económico, nem os radicais do Islão deveriam ter recorrido à Guerra Santa para fazer valer a sua posição. Num mundo utópico, as partes aqui envolvidas deveriam tentar respeitar-se mutuamente.
Quanto a dar continuidade a esta guerra, existe o problema da internacionalização da mesma. Cada vez mais países serão convidados a aliar-se e a contribuir. Esta decisão passa pela soberania do Estado e os cidadão dificilmente se conseguirão opor.
Eu contesto a entrada de Portugal nesta guerra (mesmo que seja apenas em cedências logísticas). Mas pelo andar da coisa...
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De Mar Português a 09.10.2014 às 20:39

Olá! Antes de mais, obrigada pelo comentário e pelas visitas.

Quanto ao comentário em si, concordo com o que dizes - que os Estados Ocidentais não deveriam ter violado a soberania de outros Estados por motivos económicos (ainda que o neguem, bem sabemos que é verdade) e que a liberdade religiosa é de facto um direito natural. Só discordo de uma parte, aquela em que dizes "Estados islâmicos". O Iraque era (e é) um Estado soberano, ser ou não islâmico não está em causa. Tal como não está em causa Portugal ser um Estado católico.

A questão é que esta é a situação que temos agora: os Estados do Ocidente já violaram essa soberania e a liberdade religiosa não é respeitada pelo Estado Islâmico, que apesar da denominação, não é um Estado. São terroristas, que raptam voluntários de organizações humanitárias e turistas e os matam a sangue frio e de forma cruel. Mais ainda, atentam contra a liberdade religiosa - incitam os muçulmanos de qualquer parte do globo a matarem os infiéis (vulgo, crentes de outras religiões - eu, por exemplo). Incitam ainda a violação de outros direitos naturais, como a igualdade de género, e o seu objetivo último é restaurar o califado islâmico (o que inclui Portugal). Eles nunca vão parar e o que se passa nos territórios que dominam é gravíssimo ao nível dos Direitos Humanos da população local.

Lamento profundamente dizê-lo, mas aniquilar o chamado Estado Islâmico é urgente e, acho mesmo, prioritário.

Mais uma vez, obrigada pelas visitas e pelo comentário.

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Neste mar

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