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Então não é que ontem foi a segunda semifinal do Festival da Canção! Viram? Bom, se não viram, também não foi assim grande perda, além de que eu conto já tudo. Primeiro, uma ressalva para a RTP que ouviu o que eu disse (cof cof) e vestiu a Sílvia Alberto mais convenientemente. E bom, vamos lá à festa:

 

Música nº 1 - Quando a Lua Voltar a Passar (Rubi Machado) - Não sei que diga! Não sei mesmo! A pior música, mesmo contando com a primeira semifinal.

 

Música nº2 - Mal Menor (Niguém me Guia a Razão) (José Freitas) - Passou para a final com o voto dos compositores. O estilo dele é muito na linha Joe Coker, Tom Jones e por aí fora. Gostei e tenho pena que não tenha sido uma das escolhas do público. Para mim é de muito longe a melhor voz da noite e, considerando que numa final internacional ninguém vai perceber patavina do que o nosso finalista diga, a voz é ainda mais importante.

 

Música nº3 - Um Fado em Viena (Teresa Radamanto) - Ora adivinhem, é um fado. Um dos fracos. A letra, cujo verso máximo é "Canto em Lisboa, canto em Viena", é má, mas a vantagem é que ninguém percebe. Mesmo assim, e apesar da boa voz da intérprete, não cativa, não apaixona. Já disse que para mim Portugal concorria muito mais vezes com fado. Aliás, as nossas melhores prestações aliaram sempre boas vozes às nossas tradições. O fado é o canto de um povo corajoso, saudoso e apaixonado e esta canção não é isso. Está a anos-luz de fados como o Lusitana Paixão ou o Senhora do Mar, isto só para mencionar fados que foram à Eurovisão. Espero mesmo que não passe à final europeia porque, ainda que eu gostasse que Portugal levasse um fado, só o quero se for para realmente fazer valer as credenciais daquele que é, na minha opinião e a seguir à língua portuguesa, o mais importante património nacional.

 

Música nº4 - À Espera das Canções (Simone de Oliveira) - Yep! É mesmo isso, a Simone está de volta e passou à final. Apesar de não ser particular fã do estilo dela, não detestei e até achei admirável ver ali aquela senhora ainda tão segura, elegante e cheia de vontade de viver. Só acho que havia músicas melhores.

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Música nº5 - Dança Joana (Filipe Gonçalves) - Foi mais ou menos o que estava à espera. Todo um show em palco com bailarinos às resmas e roupas gaiteiras. E, claro, pedia para a Joana dançar. O pior foi quando perguntaram ao compositor quem era a Joana e ele disse que, para ser sincero, foi só para rimar, que era a rima foneticamente mais fácil! Hã?! Então e Mariana, Susana, Luana, Diana? E isto dito por um compositor, ora digam lá se não é um show completo? Comédia e tudo.

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Música nº6 - Maldito Tempo (Diana Piedade) - Esta acho que devia ter passado. Quando entrevistaram a cantora nos bastidores, ela disse "eu tenho uma música universal e ponto final", o que pode ter passado como um pouco presumido e ter-lhe custado a simpatia do público. Pedia-se também ali um polimentozinho no guarda-roupa.

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Como já deu para perceber, não concordo muito com as escolhas finais, mas a verdade é que também não contribuí para elas. Mais um ano, volto a perguntar-me onde andam os compositores deste país, que sei que existem e são bons. Gostei da atuação da Lúcia Moniz com O Meu Coração Não Tem Cor, a nossa melhor classificação de sempre na Eurovisão e, lá está, uma música tão portuguesa. Para a final, nem sei. Acho que gostaria que passasse a Leonor Andrade, apesar de me sentir dividida pelo fado da Yola, acho que a música da Leonor é melhor dentro do género. Uma coisa é certa, ganhe quem ganhar, nos dez primeiros não ficamos de certeza.

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publicado às 10:29


2 comentários

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De Maria das Palavras a 06.03.2015 às 12:12

Como é que eu te digo isto?...
(pego na tua mão e falo baixinho)

És a única pessoa que vê o festival da canção...


Pronto, estou a brincar. Mas não vi :D
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De Mar Português a 17.03.2015 às 16:13

A única, a única, não sou... mas deve andar lá perto!

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Neste mar

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