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Graças aos destaques do Sapo, encontrei este texto. Gostei bastante e mexeu comigo. Aliás, este assunto da adoção mexe sempre comigo! Aqui perto de minha casa há uma instituição que acolhe crianças orfãs até que, esperançosamente, sejam adotadas. Já fui lá algumas vezes, umas no âmbito de iniciativas de associações a que pertencia, outras a titúlo individual. Foi sempre de partir o coração ouvir aquelas histórias tão triste de vidas ainda tão jovens. Vim sempre embora com vontade de trazer um ou dois comigo. Lembro-me que, da primeira vez que lá fui, fiquei verdadeiramente surpreendida com a realidade que encontrei, muito diferente da que fui construindo na minha cabeça ao longo da vida, sobre o que seria um orfanato. É um local com boas condições e as crianças são bem tratadas, mas, mais do que isso, elas verdadeiramente adoram aquelas pessoas, que os tratam com todo o carinho e amor.

 

Gostava de adotar um dia. Digo isso muitas vezes, mas não sei se vou ser capaz. Por motivos muito egoístas, na verdade. O processo de adoção assusta-me muito e só o queria fazer depois de ter um filho biológico pela simples razão que gostava de estar grávida. Ter uma vida a construir-se dentro de mim. Adotar não é uma decisão fácil (nem uma que possa tomar sozinha), mas mesmo perante as dificuldades do processo, lembro-me das crianças que conheci naquela casa. Mesmo sendo bem tratadas e acarinhas, o que mais queriam era uma família. E eu sei que isso não se baseia em laços de sangue e sim em laços de amor.

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publicado às 19:34


10 comentários

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De Sara a 29.10.2014 às 21:16

Ouvi há uns tempos atrás dizer que as crianças adoptadas podem não vir da barriga, mas vêm do coração que o sítio mais importante :) Mas de facto é um processo que parece ser moroso...É preciso muita persistência.
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De Mar Português a 13.11.2014 às 00:45

É mesmo isso que eu acho, que o que importa é o coração. O meu problema é mesmo isso do processo.Já acompanhei alguns casos de perto e foi horrível. Num deles a criança nunca se adaptou à nova família e teve que voltar para a instituição. A família voltou a passar por todo o processo de novo.
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De Sara a 13.11.2014 às 01:00

Pois é, em geral a ideia que temos é um pouco idealista: a criança vai para a nova família e tudo corre bem, mas claro que nem sempre é assim...Admiro muito quem tem essa coragem.
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De Mar Português a 19.11.2014 às 04:39

Somos duas :)
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De Magda L Pais a 30.10.2014 às 10:05

A família de sangue/ADN é muito importante. Mas se não houver amor... não serve para nada.
Em contrapartida, uma família de amor é importantíssima e não é preciso o sangue ou o ADN estar presente.
Houve alguém que, a propósito do meu post sobre a família me disse que "Numa família cabem muitos ADN!". E esta é uma grande verdade!
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De Mar Português a 13.11.2014 às 00:45

Nunca tinha ouvido isso, mas é mesmo verdade :)
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De Sofia Margarida a 30.10.2014 às 10:14

Adoção é algo que sempre quis fazer :) O problema é sempre a mentalidade da família , que muitas vezes já ouço ... Se podes ter para que vais adoptar? Não tens problema nenhum, podes muito bem ter um ... :/
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De Mar Português a 13.11.2014 às 00:42

Eu também queria,mas a verdade é que ainda não consigo assumir isso com muitas certezas. Certas pessoas da minha família também me dizem, mas o que me assusta mesmo é o processo de adoção.
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De Miguel Alexandre Pereira a 30.10.2014 às 19:38

Não tinha tido oportunidade de ler esse texto, mas está simplesmente fenomenal. Que boa recomendação, fantástica :)
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De Mar Português a 13.11.2014 às 00:41

Muito obrigada, Miguel. Ainda bem que gostaste!

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Joana

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Neste mar

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