Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Então parece que ontem foram os Emmys. Eu, apesar de, como a maioria do mulherio, gostar de umas roupitas, não sou muito deste género de críticas, mas isto é de fugir:

Lena Dunham inspiradíssima nas sete saias da Nazaré. Quando for bem vestida,aí sim, será novidade.

Sarah Paulson a parecer um cruzamento estranho entre salamandra e pavão. Ah, e o cabelo lambido por uma vaca.

 

Mayim Bialik, na versão azul da Bela e o Monstro. Tenho pena porque eu gosto tanto dela.

 

Mas eu sou mais chegada aos resultados do que à passadeira vermelha. Falamos já disso.

publicado às 21:35

Estou aqui a pensar em criar uma lista links para outros blogues ali na coluna lateral. Sugestões?

publicado às 14:06

Pecado da gula

25.08.14

É a minha nova etiqueta e a culpa é toooda da Sofia Margarida que colocou no seu blogue esta receita dos infernos. Seis ingredientes, tudo ao molho e fé no microondas. Fiz com a T. e ficou assim:

Etiquetas:

publicado às 22:28

Sapinho, Sapinho

25.08.14

Estás sempre a surpreender-me:

Foi com este post.

publicado às 18:14

Li no P3 que no Porto (o meu Porto, aqui tão perto) se encontra um dos hostels mais cool da Europa. Mas, bem, saber isso leva-me uns três anos atrás no tempo, para a primeira vez que fiquei num hostel. Foi na Eslováquia e estava a fazer um InterRail. Se eu escrevi, e a conter-me, oito posts sobre cinco dias em Barcelona, imaginem a romaria que isto seria com uma viagem de treze destinos. Na verdade, seriam apenas treze pots porque, acreditem ou não, fiz um "diário de bordo" durante a viagem sobre cada lugar, mas vou poupar-vos a maçada. 

 

Isto tudo para dizer que um local como este hostel no Porto nem cruzava os nossos sonhos. Ficámos em sítios bons (para o contexto InterRail, entenda-se), mas também ficámos em cada sítio de meter medo ao susto. Agora, olho para trás e valeu tão apena. Eu adoro viajar. Assim, no geral. Nem só praia, nem só serra. Nem só cidade, nem só campo. Nem só descanso, nem só agitação. Nem só lugares novos, nem só repetidos. Se tivesse mesmo que dizer o que procuro nas minhas viagens, diria cultura. O que é não dizer coisa alguma porque isso está em todos os lugares. Há tantos sítios que ainda queria conhecer e outros aos quais quero muito voltar. Nuns bastam um punhado de dias, para outros precisava de mais do que uma ou até duas semanas. Não sei se alguns desses planos algum dia vão existir para lá da minha cabeça - três semanas para fazer Indonésia/Nova Zelândia/Austrália, conhecer o Japão profundo, perder-me na Croácia, percorrer a mítica Route 66, ver o cabo onde Portugal mudou o mundo - mas pelo menos isto eu já fiz, uma das viagens da minha vida. Isso já ninguém me tira. Fiz outras, para ser honesta. Outras daquelas viagens para as quais pensei que nunca arrancaria. Mas agora estou a falar desta e, pronto, afinal não sei se me aguento sem contar aqui, aos poucos, essa aventura. Também sem deixar um beijinho e um agradecimento gigante à S. (sim, mais uma inicial para baralhar ainda mais este blogue), uma das minhas melhores amigas e das pessoas em quem mais confio, com a qual fiz esta viagem e sem a qual nunca a teria feito. 

 

(Deixo apenas uma foto. Do sítio mais incrível onde já estive)

 

E muitos parabéns aos senhores do Rivoli Cinema Hostel, por uma ideia brilhante e por porem o Porto (e Portugal) ainda mais vibrante e apetecível no mapa. É que eu achava que o Porto já tinha tudo e fiquei agora a saber que tem mais isto.

publicado às 11:12

publicado às 18:47

Querido Sapinho

23.08.14

Eu sei que a malta que trata dos teus destaques tem muita areiazinha na sua camioneta. Muitos blogues incríveis e espetaculares para inspecionar e destacar. Para isso contam com a preciosa ajuda das tags e, devo dizer, tenho um problema com isso. "Férias", "viagens", "comida". Caramba, não sou capaz. É demasiado sem sabor. O único recorte que agraciou a minha pessoa foi com a tag "política", que só está ali porque não me lembro de nadinha melhor. Portanto, acho que é oficial, estou fora dos recortes do Sapo. Não te aflijas Sapinho, eu não levo a mal.

publicado às 15:43

Agora sim, é o final. E se deixei para o fim, foi de propósito. Este é o meu sítio preferido. Se eu morasse em Barcelona, imagino-me regularmente na esplanada desta pequena praça, provavelmente a escrever, ou até mesmo sentada no chão, à sombrinha, com um dos sumos de La Boqueria, a rabiscar num dos meus cadernos. Sim, gosto da praia, ou da praça da Catedral e das ruelas de El Born, mas este seria o meu lugar. E sim, sem surpresas, por causa do mural. Imagino que antes fosse uma praça como outra qualquer, mas claro que isto muda tudo. A obra é recente - tão recente que o nosso guia da Free Tour não sabia sequer da existência - e é na pequena praça d’Isidre Nonell, muito tranquila e muito perto da Catedral, que encontramos El món neix en cada besada - O mundo nasce a cada beijo. À primeira vista é isso mesmo, um beijo, mas ao perto percebe-se que é composto por pequenos azulejos com fotografias distintas. São os contributos de fotos pessoais de cidadãos que as enviaram em resposta à pergunta "o que é para ti viver livre?". O P3 dá muito mais detalhes e a obra pode ser vista on-line e ampliada a cada foto que a compõe. Mas, claro, nada como estar lá.

 

Podia escrever tanto sobre isto. Como dei voltas e voltas, fiz perguntas e perguntas, até conseguir o encontrar. Como vou criar uma tag (estórias) inspirada neste local. Como me faz estremecer ao pensar no seu significado - a liberdade - que realmente está num simples beijo. Não sou artista. A minha assinatura nunca estará num mural como este. Ainda assim, penso na arte que mais adoro e me fascina - a escrita. Recordo Queirós com Os Maias, Charlotte Bronte com Jane Eyre ou Pessoa com a sua Mensagem. E tenho para mim que, para Joan Fontcuberta, isto pode ser a obra de uma vida.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ao ver estas pequenas fotos - famílias, casais, crianças, multidões, momentos - penso na minha resposta à pergunta que está na base desta obra. Para mim é fácil. Escrever. Escrever muito, sempre e o que eu quiser. 

publicado às 12:16

Lembram-se de ter dito que já só ia escrever mais um post sobre Barcelona? Menti! Mas não foi de propósito. Esqueci-me que tinha prometido um vídeo aqui e uma promessa é uma promessa.

 

Há muitos artistas de rua em Barcelona. Vimos estátuas vivas, acrobatas, instrumentistas, cantores, etc. Pois bem, nessa noite, demos com um dueto inusitado de ópera atrás da catedral. Um senhor de meia idade e um jovem vestido estilo rapper cantavam conhecidas óperas perante cerca de uma centena de pessoas. E eis que se ouve uma voz potentíssima vinda do público. Toda a gente ficou baralhada, incluindo os artistas. Uma turista alemã cantava com eles do meio da multidão. De imediato foi convidada pelos artistas (e incitada pelo público) a juntar-se-lhes. E o resultado, que filmámos com o telemóvel, por isso não é da melhor qualidade, foi este:

 

publicado às 22:03

Dava-me jeito uma camisola branca, assim para combinar com tudo. Estava lá na loja, a bandida. E uma laranja, também. E um body preto. E uns calções em pele. E umas pantalonas - caramba, a minha mãe ia adorar estas, vou levar outras noutra cor. E isto só numa loja! Decidi que os saldos acabaram para mim. Não sou uma pessoa em condições. Ficam aqui amostras da minha fraqueza:

 

 

 

 

 

E o piorzinho é que ainda hoje tenciono ir a uma loja de que gosto muito por causa de um assunto relacionado aqui com o estaminé. É melhor ir já marcar as sessões de terapia.

publicado às 10:20



Joana

foto do autor


Neste mar

Sobre tudo e sobre nada. História e política. Brincadeiras e aventuras. Literatura e cinema. Trivialidades e assuntos sérios. Arte e lusofonia. Dia-a-dia e intemporalidade. E, claro, um blogue com sotaque do norte.