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Esta é uma altura especial na minha cidade. É altura da Viagem Medieval. Santa Maria da Feira é um concelho com uma política cultural forte e este é o evento rei. A zona histórica abafa os traços de modernidade e veste-se com as roupagens da idade média. Após a entrada no recinto, o teletransporte acontece: o cenário, a música, o ambiente, os espetáculos, a animação de rua. Tudo nos atira para o reinado de D. Sancho II. Feira franca, arraial, shuk e castelo. Almocreves, jograis, nobres e clérigos. A viagem é tudo isto. É também cor, cheiros, sons e sabores. E é, acima de tudo, indescrítivel.

 

 

 

 

 

 

De 31 de julho a 10 de agosto, em Santa Maria da Feira.

publicado às 10:31

Já lá vão uns dias desde a festa, mas como ando à rasca do estómago, nem para escrever (que é possivelmente a minha atividade favorita) tenho disposição. Bem, com atraso e fora de horas, mas cá vai.

 

A T. nunca teve uma festa assim. No infantário, fazíamos a festa lá e, depois disso, ela nunca pediu. Em alguns anos vieram cá umas três ou quatro amigas, mas nunca passou disso. Além do mais, como ela faz anos em plenas férias de verão, muitos dos amigos não estão por aqui. Por isso, este ano, foi uma grande novidade e ela estava em pulgas.

 

Cá em casa, somos apologistas de fazer tudo o que pudermos. Não há cá contratar animações, mandar fazer bolos fora, nem nada disso. É mesmo pôr mãos à obra. O bolo de aniversário foi a própria T. que fez e ajudou em tudo o resto. Como estava calor, decidimos fazer também um "momento gelataria", em que os miúdos podiam escolher entre vários sabores de gelado e acrecentar chantilly e pepitas de chocolate. Foi um sucesso!

 

Os miúdos na idade dela são mais ou menos fáceis de entreter. Uma consola e uns jogos e está feito. Mas, como temos a felicidade de ter uma acumulação de máscaras de muitos anos de festas e carnavais, resolvi ir buscá-las ao baú. Pensei que eles iam gostar de andar por ai a tirar fotos parvas. Resultou melhor do que eu esperava - até voaram máscaras. O único problema: entusiasmaram-se tanto com aquilo que se esqueceram de tirar fotos.

 

As decorações também são caseiras. A flores do bolo são feitas em papel e, claro, a faixa com o nome, que deu tanto trabalho e demorou tanto a fazer que já a avisei que tem que durar para todos os aniversários, despedida de solteira e, se ela tiver uma filha, é bom que também lhe dê o seu nome. 

 

No fim, o souvenir de espetadas de gomas, que fizemos as duas e embrulhamos sob o olhar do meu pai a dizer que tem em casa duas doidas.

 

A T. andava tão feliz, mas tão feliz que foi um filme para dormir à noite. Veio dizer-me que foi a melhor festa de sempre e que é melhor pôr-me já a pensar no que vamos fazer para o ano.

 

 

 

 

 

 

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publicado às 18:11

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Joana

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Neste mar

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