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Era uma vez uma foto que eu vi no Facebook e nunca mais fui a mesma:

Estas pequenas garrafinhas tem um conceito muito especial - felicidade engarrafada. Sopra-se um desejo para dentro da garrafa, tapa-se e só se liberta quando o desejo se realizar. Para além disso, e quando a vi foi isso que realmente me fez querer uma, a pintura é a de uma fogaceira. Para quem não sabe o que isso é, uma fogaceira são as meninas vestidas de branco que desfilam com uma fogaça à cabeça na Procissão das Fogaceiras, feita em honra de São Sebastião e que se realiza a 20 de janeiro, no meu sítio preferido em todo o mundo - Santa Maria da Feira.

 

A T. ofereceu-me a minha no Domingo de Ramos (sim, eu sou madrinha dela):

E onde se podem encontrar coisas giras e originais como esta, perguntam vocês? Na Ivomaia [designers]. Um espaço muito especial do qual vou falar amanhã.

publicado às 20:15

Palavras doces

25.09.14

No que toca a a ensinar, não consigo escolher entre anos escolares mais avançados ou os mais iniciais. Os anos superiores são muito mais aliciantes e desafiantes, sobretudo no que toca à escrita e à literatura, mas ter explicandos mais novos têm estas vantagens:

 

(Cenário com três alunas - vamos chamar-lhes A, B e C, que não quero chatices - em que só duas estão sala.)

A - Professora, podes abrir os olhos?

Eu - estão abertos.

A - Mas mais!

(Lá arregalei os olhos, mas ela não disse mais nada.)

Eu - Então, o que têm?

A - São mesmo giros!

(Antes de eu ter tempo de responder, entra a aluna C.)

C - Professora, hoje ainda não te tinha dado um abraço! (Abraça-me) E gosto tanto da tua camisola. Gosto de todas as tuas camisolas, estás sempre gira!

Eu - Obrigada! Tu também estás sempre gira!

B - O que eu mais gosto é do penteado. É sempre giro!

Eu - Obrigada, mas esse é sempre o mesmo.

B - Pois, sempre giro! Nunca engana!

 

Quando alguém encontrar a minha autoestima, é favor mandá-la para casa. Estava a ficar tão grande que decidiu ir dar uma volta para voltar à realidade.

publicado às 13:11

Os pais a sério, como aqueles que eu tive? Que se fossem chamados à escola por mau comportamento era raspanete e castigo na certa? Eu sei que eles ainda andam aí, mas quando leio isto, desanimo.

 

Eu sou aquele tipo de pessoa que acredita na educação como solução para muitos dos problemas do mundo. Há meninas de nove anos obrigadas a casar com homens de quarenta? Há jovens a engravidar porque desconhecem os métodos contracetivos? Há pessoas que não respeitam os outros porque são diferentes, seja na raça, no credo, na orientação sexual ou noutra coisa qualquer? Não há solução imediata, não há comprimidos, nem injeções. É educar. A única ferramenta que pode verdadeiramente mudar uma sociedade. Mas quando os pais, ou seja, os educadores por excelência, dão este exemplo de violência e desrespeito, o que esperam que os filhos aprendam?

 

Já disse aqui antes e volto a dizer que os professores são uma classe profissional delicada e difícil. Ainda assim, caramba, não é fácil ensinar hoje em dia. Sobretudo quando quem mais precisa de educação é quem devia educar.

publicado às 08:33

Dia do Pai

24.09.14

O meu pai (com a extrema simpatia de muitos dos meus amigos) vive com três mulheres, sempre a ouvir falar de iogurtes magros e bolachas integrais, sapatos e maquiagens, carteiras e vestidos. Não passa um dia em que não leve com uma pergunta do tipo "estou mais gorda, não estou?" ou "achas que vista a blusa azul com as calças brancas ou a rosa com os calções das riscas?". Pois bem, hoje não há dessas conversas. Hoje é Dia do Pai. Do meu, quero dizer.

 

Em nome das três: parabéns - sobreviveste a mais um ano no meio do mulherio. Da minha parte, em particular: parabéns - sobreviveste a mais um ano do meu mau feitio (onde será que fui buscá-lo?). E obrigada, pelos três milhões de coisas que vão das fraldas às propinas da universidade, do gosto pelas línguas à resposta sempre pronta.

Queria pôr uma foto dos quatro, mas parece que encontrar uma onde estejamos todos bem nunca foi possível. Portanto, deixo uma dos nossos primeiros dias juntos.

publicado às 20:17

Não sei se já tinha dado para perceber que gosto de literatura e que acredito muito na produção nacional. Mas se ainda não deu, acho que agora vai dar.

Quero isto! Muito! (Aproveito agora para lembrar que faço anos daqui a exatamente um mês.)

 

É verdade que ainda não tenho a minha casa, mas e então? Este conjunto tem tanto a ver comigo que acho que, se eu tivesse essa casa (ou quando a tiver), quem me conhece saberia reconhecê-la só de ver estas chávenas. São perfeitas! A designer, Catarina Pestana, capturou na perfeição as várias faces da literatura pessoana: diferentes, mas indissociáveis e, sobretudo, fora do convencional. Tal como uma chávena de café que não tem asa e não se sustém sozinha.

 

Pessoa ortónimo e os seus heterónimos mais conhecidos: as melhores companhias para o café. 

publicado às 17:46

Humor T. #4

24.09.14

Enquanto ela anda atrás de mim, sempre com as mesmas perguntas, eu digo:

 

- És uma chata!

- O quê?

- És uma chata!

- Já viste que andas sempre a chamar-me isso?

- Bem, isso é porque, há certas alturas, em que és uma chata.

(...)

- Para alguém que gosta tanto de ler e escrever parece que só conheces um adjetivo.

(Saída teatral).

 

É bem feita, que é para eu aprender.

publicado às 10:38

Devia ter ido mais cedo! Deixar para o último dia é muito arriscado, sobretudo com este tempo. O E. foi comigo, apesar de estar longe de ser o seu programa favorito. Já eu estava entusiasmadíssima, parecia até uma criança. É que, para alguém que gosta tanto de livros, eu nunca tinha ido a uma Feira do Livro. Não tenho, portanto, termo de comparação, mas adorei. Tantos livros no mesmo espaço, tantas histórias. Ali podem encontrar-se sobretudo livros menos recentes, não necessariamente antigos, mas livros deste ano são raros. Há muitas bancas de livros novos, mas o que mais gostei foi dos alfarrabistas - daquele cheiro a livros (não a novo, a livros), a histórias, a cultura. Foi um circo para escolher os que vinham comigo para casa, mas lá acabei por me decidir a dois clássicos britânicos (um dos quais até já li, mas há livros que quero ter mesmo assim):

Diz a comunicação social que foi um sucesso. Acredito e espero mesmo que assim seja, mas não vou abordar isso aqui. Do que li nas notícias, deixo só a informação que a organização já garantiu que a edição do próximo ano será no mesmo espaço. E esse é um detalhe importante, porque o local ajuda muito. Ali, nos jardins do Palácio, por baixo das árvores, aquelas barracas pré fabricadas nem se notam. É só um mundo com um ambiente incrível, onde se respira... literatura.

publicado às 21:36

Soube hoje que ontem fez vinte anos que estreou a série de culto Friends, que teve grande impacto na altura por abordar a vida de jovens adultos que encaram sem tabus a sua vida sexual. Com diálogos brilhantes, a comédia sempre presente, o elenco perfeito, um conceito à época inovador e uma audiência tão variada, não percebo como só ganhou o Emmy uma vez. Mesmo assim, a série conseguiu - não foi esquecida. Já vi todos os espisódios e ainda agora vejo. A minha irmã também adora. Para mim, bate qualquer comédia atual e nunca deixo de rir com os disparates e as peripécias de Rachel, Ross, Monica, Chandler, Phoebe e Joey. 

Quando me sinto deprimida, mas não tenho tempo para isso, ouço a música inicial para me animar. E resulta! Claro que eu sei que aquilo não existe - amigos que vivem juntos, fazem tudo juntos e estão todos os dias juntos. Mas lembra-me que existem amigos com quem se pode contar sempre, numa versão real que é melhor que a da série - mesmo não estando sempre juntos, são amigos daquela maneira when the rain starts to fall. Porque o melhor de Friends, muitas vezes acusada de ser superficial, é o seu conceito bem profundo - que os amigos são, mesmo não tendo esse nome, família. 

P.S.: É este género de coisa, pensar nessa família escolhida que eu tenho a sorte de ter, que me deixa os olhos a picar e as emoções em descontrolo. O que se há-de fazer, sou chorona.

publicado às 13:50

1. Sou uma chorona. Gostava de explicar isto um pouco melhor, mas é difícil. Não é dor ou tristeza, é emoção. Por exemplo, ainda me picam os olhos quando me lembro do dia em que a minha irmã nasceu.

 

2. Adoro o mundo inteiro - todos os países e as suas culturas - e vivo com o desgosto de saber que não vou poder visitar todo o lado.

 

3. Sou uma fã confessa de Portugal e de toda a cultura portuguesa e acredito genuínamente que tem muito potencial como marca. Que Portugal pode ter descoberto o mundo, mas o mundo ainda não descobriu Portugal.

 

4. A minha forma de cultura favorita é a literatura, toda a literatura, com especial destaque para o clássico.

 

5. Adoro animais e tenho muita dificuldade em compreender pessoas que não gostam porque acho mesmo que lhes falta alguma coisa.

 

6. Tenho profunda admiração por pessoas, qualquer pessoa, que têm a coragem de ir atrás dos seus sonhos.

 

7. Sou, ou pelo menos tento, muito tolerante com os outros - as pessoas que são e as escolhas que fazem. Costumo até dizer que "sou pelas pessoas felizes".

 

E pronto, já está! Muito obrigada às meninas dos blogues Bata & Batom, Sofia Margarida e A Framboesa pelo desafio.

publicado às 10:08

Enquanto caminhamos pela rua, ele de repente estaca e diz:

 

- Estás a ver aquele carro?

- Sim! É bonito!

- Bonito? É um Porsche Panamera Turbo S.

- O quê?

- Um Panamera Turbo S.

- Ah, ok!

(...)

- Eu dava um rim por aquele carro.

- O quê? Mas tu és doido?

- Para que é que eu preciso de dois rins?

- Para que é que tu precisas daquele carro?

- (com expressão entre o espanto e o choque) É um Panamera Turbo S!

Ai, ai! Alguém que me ajude!

 

publicado às 20:07



Joana

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Neste mar

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