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... são uma coisa muito próxima do paraíso.

publicado às 17:44

Verão Quente

02.09.14

Só pelo título, já dá para ver que não estou a falar literalmente deste verão. No outro dia, disse aqui que não sou grande fã dos livros de Domingos Amaral e Verão Quente foi o segundo livro que li de deste autor. O primeiro foi Quando Lisboa Tremeu e não gostei nem um bocadinho. A linguagem é básica, há incongruências na história, a ligação factos-ficção é forçada, as mulheres são retratadas de uma forma pouco digna, a história fictícia é fraca. Aliás, isto de construir heróis byrónicos sólidos não é para qualquer um – é para as Bronte e Hardy e pouco mais.

Ainda assim, sou da opinião que se deve sempre dar uma outra oportunidade a um autor, quer se goste ou não do livro. Por isso, resolvi ler Verão Quente, ambientado em 1975, com Portugal em pleno processo revolucionário. Total desilusão! Neste, à semelhança do anterior, achei a história fraca, o desfecho idiota face às possibilidades que o PREC abre e a escrita deixa muito a desejar. Por último, o que mais me chocou neste livro foi a linguagem obscena, sem sentido ou enquadramento algum, muito pouco própria do género e, mais uma vez, a forma irrealista, preconceituosa e machista como as mulheres são apresentadas, sobretudo em contraste com as personagens masculinas. Já vendeu milhares. É um livro de massas. Infelizmente.

 

E, só para esta minha aventura literária ficar melhor, como é que eu tive contato com este livro em partes capaz de fazer corar o mais libertino dos mortais? Ofereci-o à única pessoa que conheço que gosta mais de romances históricos do que eu: o pai do E. (Senhor E., se algum dia ler isto, eu não sabia.) Cedi ao marketing e aos números de vendas e comprei um livro que não conhecia. Lição aprendida, nunca mais me acontece.

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publicado às 12:55

Mas daquelas boas. A vida aqui, apesar da zona ser agitada, é calma. Já são tantos anos, conhecemos tão bem este local, que até temos certas rotinas. O sítio onde compramos o pão, os melhores locais para compras, essas coisas. Por exemplo, esta é a única vez no ano em que compramos açúcar em pacotinhos. Como só o usamos para o café, torna-se muito mais prático. É uma daquelas caixas enormes da Sidul e os pacotes têm sempre um tema. O deste ano (ou de agora, não sei se é anual ou não) são as antigas províncias portuguesas. Na frente há uma figura alusiva e, no verso, a descrição de um produto ou uma receita típica dessa região. E eu, claro está, adoro:

Minho, Trás-os-Montes, Douro Litoral, Beira Litoral, Beira Alta, Beira Baixa, Estremadura, Ribatejo, Alto Alentejo, Baixo Alentejo, Algarve, Madeira e Açores.

 Destaque para a figura do Algarve, com uma das suas três maravilhas: as deliciosas laranjas algarvias.

E, claro, o 'meu' Douro Litoral, com as uvas daquele que é mais que um vinho, é um embaixador de Portugal no mundo, o do Porto.

 

Este ano, há uma novidade nas minhas rotinas algarvias. É de onde escrevo agora e foi o primeiro local que me indicaram como tendo wireless, simplesmente por ser o mais próximo ao aparthotel. Em resumo, primeiro sítio onde abanco com as minhas tralhas (que incluem um computador, um caderno e um disco externo, no mínimo) e, vejam a minha sorte, sai-me um senhor simpatiquíssimo e esta entrada: 

Por último, hoje as bolas de Berlim fizeram a sua estreia, mas com uma particularidade: são de alfarroba (outra das tais três maravilhas do Algarve) e são deliciosas. Ainda vou comer uma das normais, mas à partida, este ano, marcham estas.

E é tudo. Por agora.

publicado às 18:42

300 gostos

01.09.14

Hoje, a página do Facebook do Mar Português, que começou no dia 22 de julho, tem 305 gostos. Não sei se é muito, se é normal, ou se eu devia era estar caladinha e nem andar a divulgar isto, mas não quero saber. Em qualquer das hipóteses, sinto-me feliz porque sei que por trás de cada um desses cliques há uma pessoa que dispendeu alguns momentos para me ajudar a divulgar, bem, um monte de coisas a que gosto de chamar a minha escrita. Muito e muito obrigada a todos os que contribuíram para este número, a todos os que têm falado comigo para me dar a sua opinião e palavras de incentivo e àqueles que contato para levar a cabo as minhas ideias para este espaço e que, de um jeito ou de outro, me respondem. E, claro, um obrigado especial aos que aqui vêm ler os meus devaneios.

Para quem ainda não likou, pode fazê-lo em aqui e, mais uma vez, muito obrigada!

publicado às 16:30

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Joana

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Neste mar

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