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Quando fui a Paris, como todo o turista que se preze, visitei o Arco do Triunfo. Na verdade, havia algo que me atraía mais àquele lugar do que o famoso arco napoleónico. O que eu queria mesmo ver era o acrescento que lhe foi feito a 28 de janeiro de 1921 – o Túmulo ao Soldado Desconhecido. Ali jaz um incógnito soldado francês que representa todos os soldados nunca identificados que morreram na Primeira Guerra Mundial. Por eles arde a chama eterna, num simbolismo que se sente e se respira. Que arrepia.

 

28 de junho de 1914 foi um dia fatídico para aquele soldado e para todos aqueles que representa. E para os que não representa também. Ainda para muitas mães, pais, esposas, filhos e filhas, irmãos e irmãs. Para nações inteiras. Mais obviamente, foi o dia fatídico de Francisco Fernando, herdeiro do trono austríaco, que se eternizou pela morte faz hoje 100 anos. O seu assassinato, em Sarajevo, desencadeou, um mês depois e por motivos muito mais complexos e variados, a Primeira Grande Guerra.

 

Faz hoje 100 anos que foi traçado o destino dos dezassete milhões de vidas civis e militares que se perderam. De todas elas, cerca de oitenta e nove mil eram portuguesas.

 

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publicado às 17:34


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Joana

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Neste mar

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