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A história que vou contar agora (e o vídeo que a acompanha) é um pouco demais para uma chorona como eu. É a história de uma jovem norte americana a quem foi diagnoticado um cancro cerebral de nível quatro. Incurável. Brittany Maynard tem vinte e nove anos e uma pena de morte. Decidiu que a sua única escolha seria quando morrer. Renunciou à radioterapia e mudou-se para da California para o Oregon, Estado que lhe permite optar por morrer com dignidade.

 

Na vida, quase tudo é uma questão de perspetiva. As manifestações em Hong Kong, a crise na Ucrânia, o surto do Ébola, tudo isto deve parecer irrelevante a esta jovem. Devem imaginá-la triste e deprimida, mas quem vir este vídeo, ainda que não domine a língua inglesa, encontrará uma jovem alegre, talvez até feliz. Escolheu o seu próprio destino e fez as pazes com ele. Agora, como o aceitou é que não sei.

 

Nunca pensei muito na questão da eutanásia, mas vejo isto e não me parece mal ou errado. Entre uma morte excruciante e uma pacifíca, a escolha racional parece-me simples. Não sei, no entanto, se teria a sua coragem, de escolher assim um dia e ir em frente, mas penso que gostaria de ter essa hipótese. Brittany escolheu morrer a 1 de novembro de 2014, na sua casa e com a sua família. Sem dores e sem complicações. Apenas com memórias felizes.

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publicado às 13:03


7 comentários

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De Xana Ribeiro a 10.10.2014 às 13:36

Bem... Nem sei que dizer.
É uma historia tão triste, mas por outro lado a Brittany é tão, tão corajosa.
A meu ver uma verdadeira Heroína!!!

Dá nos que pensar - e muito!!!
Quanto por vezes ao mínimo problema agimos como se o mundo fosse acabar no dia seguinte, surgem historias como as desta Maravilhosa Senhora que nos mostram que temos uma vida deverás muito boa.

Beijinho grande
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De Mar Português a 10.10.2014 às 20:28

É mesmo. Às vezes achamo-nos infelizes sem sequer conhecer a infelicidade.
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De Xana Ribeiro a 15.10.2014 às 13:58

Ora nem mais !
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De Sofia Margarida a 10.10.2014 às 14:33

Já tinha conhecimento desta incrível mulher, e fiquei sem palavras. Tenho uma admiração muito grande pela sua força.
E é pena que hoje em dia, onde somos livres, que não se possa escolher como morrer...
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De Mar Português a 10.10.2014 às 20:28

É, dá mesmo que pensar.
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De BataeBatom a 10.10.2014 às 15:10

Este é um tema muito sensível. Mas confesso que, em situações gravíssimas em que não há atos médicos que salvem o doente, não estou contra a possibilidade de a pessoa escolher partir em paz, em vez de viver (será isso "viver"? "sobreviver", talvez) num estado «vegetativo». Claro que muitas são as controvérsias à volta deste tema e não é por acaso que é frequente nas composições da disciplina de Filosofia, quando treinamos o discurso argumentativo...
(Ontem começaram a mostrar-me esse vídeo, mas preferi nem continuar a vê-lo, pois era certo que me ia emocionar. Presencio quase diariamente casos de doença e de reações de doentes a más notícias, nas aulas que decorrem no hospital, então em casa tenho alguma aversão a esses temas...)
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De Mar Português a 10.10.2014 às 20:30

É controverso e, como disse, não costumo pensar muito nisso, mas depois deste vídeo, para além de controverso começo a achá-lo urgente.

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Joana

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Neste mar

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