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Uma vez li Murakami. Sputnik, meu amor. A escrita é boa, mas não adorei. Nem lá perto. Este ano, o autor japonês volta a ser favorito na corrida ao Nobel.

Tenho algum treino em análise literária: estilos de escrita, recursos expressivos, simbolismo - costumo apanhar essas coisas sem me consumir muito. Claro que às vezes é chato ler livros assim, sempre tão analiticamente, mas outras vezes, a maioria, não. Gosto de ler um livro e perceber o seu autor, as suas opções, mas Murakami está a tramar-me e sei que o problema é meu.

Encaro os livros da mesma forma que encaro viagens: nunca vou ler tantos quanto queria. Sou chegada à literatura mais clássica e a assuntos palpáveis (ainda que sejam setimentos) e é para esses livros que mais tendo. Claro está que não foi, de todo, isso que encontrei em Murakami. Tudo me pareceu tão surreal, tão alternativo (sim, já sei que a grande influência dele é Kafka). Se há coisa que aprendi a ler Saramago é que não devemos desacreditar um autor só porque ele não segue as regras. Aliás, parte do génio de Saramago está, precisamente, no seu caráter transgressor. Talvez deva insistir. Costumo ter essa mania de dar uma segunda chance a um autor de que não gosto à primeira, mas nem sei que livro escolher.

A verdade é que, daqui a pouco mais de uma hora, o senhor Haruki Murakami poderá ser o mais recente detentor do mais alto galardão da literatura mundial. Vou ler de novo, definitivamente. 

publicado às 09:44


30 comentários

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De Magda L Pais a 09.10.2014 às 10:21

Dele só li A Rapariga que inventou um sonho. E não desgostei. Não fiquei fã incondicional mas leu-se bem
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De Mar Português a 10.10.2014 às 01:22

Talvez estejas como eu, a precisar de tentar outra vez.

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Joana

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Neste mar

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