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Nike

18.09.14

Outra das minhas aventuras no shopping enquanto esperava pela hora do cinema (arre, que isto dava uma saga) foi na Nike. Menino E. queria comprar roupa para correr (conceito interessantíssimo, que dá pano para mangas, mas fica para a próxima). Bangladesh, China, Malásia, Taiwan, Indonésia. Até as camisolas da Seleção Nacional. Uma marca cara, que claramente está a gastar os seus milhões em publicidade e marketing e muito pouco interessada nas pessoas que explora. Tenho dois pares de sapatilhas da Nike, já bem antigos, um dos quais até já aguentou um InterRail e chegou melhor que eu ao final - que o povo explorado faz sapatilhas que é uma categoria. Umas são azuis e as outras são vermelhas. As azuis foram as primeiras e as vermelhas, sei agora, as últimas.

 

Mas voltando à minha história. Chateei-o tanto, mas tanto, que ele chamou um funcionário para ver se eu me calava. Calei, mas persegui-os, a ele e ao funcionário, pela loja a mostrar-lhe etiquetas. Resultou porque ele saiu da loja sem gastar nada. Nem dinheiro, nem espaço na consciência.

 

E sim, sei que é impossível evitar estas coisas por completo - não pretendo ser mais papista que o Papa - mas olhei para aquela loja fina e cara, cheia de luzes e cores, com os artigos impecávelmente expostos e funcionários simpatiquíssimos. Tudo o que vi foi pobreza.

A Converse foi comprada pela Nike em 2003.

publicado às 18:22


4 comentários

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De Sofia Margarida a 18.09.2014 às 19:20

Não tenho por hábito olhar para a etiqueta porque me custa acreditar na realidade por trás das roupas :/
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De Mar Português a 18.09.2014 às 22:41

Eu também nunca liguei a isso e às vezes ainda me esqueço, até que vi, muito recentemente, uma fotorreportagem que mudou a minha vida. Um bom (e longo) texto para um dia destes.
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De Joana a 18.09.2014 às 22:41

Por estas e outras é que deixei de ir a Zaras, Mangos e outras que tais...
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De Mar Português a 18.09.2014 às 22:44

É verdade! Eu também dificilmente vou,mas lá está, em certas coisas é impossível fugir.

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Joana

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Neste mar

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