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Os meus livros

08.10.14

E eis que chego ao derradeiro desafio, que me foi colocado pela Framboesa. Este foi o mais difícil! Pensei na qualidade da escrita, nos temas e nas ideias, mas depois decidi ser mais intuitiva e acabei com uma lista algo estranha, onde talvez falte um Hemingway ou um García Márquez, mas que para mim faz sentido. São livros que de alguma forma me marcaram e que recomendo frequentemente. No fim, constatei com alegria que os autores são na maioria portugueses. A ordem é alfabética e o porquê da minha escolha sucintamente descrita. Embora eu pudesse fazer correr rios de tinta sobre esta minha pequena biblioteca, que me traz lembranças e me faz sonhar.

A Filha do Capitão, José Rodrigues dos Santos - história e literatura, dois dos meus amores, perfeitamente combinadas num romance sobre uma época tabu da História de Portugal;

 

A Lua de Joana, Maria Tereza Maia Gonzalez. Era uma Joana e tinha uma avó Ju, mas o seu mundo era tão distante do meu. Precisei de três leituras para aceitar o final.

 

Ensaio sobre a Cegueira, José Saramago. Que posso dizer? É claramente o livro de um génio. A pior cegueira é a que está na alma e no coração.

 

Memorial do Convento, José Saramago. O 'meu' livro. Não cabe numa descrição sucinta. É a obra prima de um mestre. 

 

Mensagem, Fernando Pessoa. Precisaria de um post inteiro para explicar este, mas vou só dizer que não há poesia sem Pessoa e que a derradeira mensagem é que ainda pode haver muito Portugal.

 

O Mundo em que Vivi, Ilse Losa. O primeiro que me fez pensar que livros são uma coisa muito a sério.

 

O Principezinho, Antoine de Saint-Exupéry. O livro das coisas importantes que toda a gente devia ler. Em qualquer idade.

 

Orgulho e Preconceito, Jane Austen. O grande clássico, tão percurssor no que toca à forma como se constroem as relações humanas e como não pode existir amor na presença dos ditos do título. E, claro, Elizabeth, a personagem perfeita.

 

Os Maias, Eça de Queirós, Li pela primeira vez quando a escola a isso me obrigou. Gosto de outros livros do autor, mas foi com Os Maias que realmenteme me apaixonei por literatura e que a entendi como uma ferramenta para mudar o mundo.

 

Se Isto é um Homem, Primo Levi. Foi-me emprestado por um professor como leitura extra para a matéria da II Guerra Mundial e revelou-se excruciante. Na primeira pessoa e numa dor em que se sentem os horrores que o mundo não pode esquecer.

publicado às 11:54


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Joana

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Neste mar

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