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Após prolongada ausência para comer os chocolates que recebi no Natal (a minha dieta começa no ano novo, portanto, não dá para facilitar), volto com "O Melhor de 2014 - séries".

 

Quase nem valia a pena escrever este post. Bastava remeter para este sobre os Emmys. Vou então começar por fazer batota e escolher duas séries, uma de comédia e outra de drama. As escolhas são óbvias e clichés: A Teoria do Big Bang e Breaking Bad. A primeira é, de muito longe, a minha comédia atual favorita e não percebo como nunca ganou o Emmy ou o Globo de Ouro de Melhor Série de Comédia. A minha segunda escolha é ainda menos original: o final de uma aclamada série de culto, por muitos considerada a melhor série de sempre. Os motivos destas escolhas são comuns: o argumento, o elenco e a direção. Mas a escolha final terá que ser Breaking Bad. Tem um ponto extra com a sua brilhante fotografia, traz a vantagem de retratar a terrível realidade do mundo da droga e soube encontrar o seu fim. É que eu tenho esta teoria que uma boa série sabe quando deve terminar e acho que Breaking Bad soube fazê-lo numa perfeição que levará a série a ser vista por longos e bons anos.

 

A quem nunca viu (há alguém?), vejam e tentem não engolir todas as temporadas de rajada. Desafio-vos.

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publicado às 18:37

Shamy

22.11.14

Gosto d' A Teoria do Big Bang. Não sou assim a grande fã que não perde um episódio, mas sempre estou a ver televisão e apanho um, vejo. Das comédias atuais é a minha favorita, com o seu humor permanente, personagens excêntricas que tentam adequar-se ao mundo normal (e vice-versa) e um elenco que funciona. Tem também o romance mais improvável e aparentemente disfuncional do universo: Sheldom e Amy (Shamy). 

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Amy anseia por um namorado há anos. Sheldon nunca quis uma mulher na sua vida. Estão a encontrar-se a meio do caminho. Funciona! A evolução da sua relação, ainda que extremamente lenta, é, na minha humilde opinião, absolutamente certa. Com a naturalidade e a serenidade que dão solidez às coisas e um ritmo imposto, não pela sociedade, mas pelos próprios, através de série de compromissos cómicos de parte a parte.

O mundo televisivo está a rebentar de casais aparentemente "melhores". Com mais química, mais emoção, muito mais entusiasmo e que encaixam nos padrões sociais do romântico. Ainda assim, estes dois cientistas esquisitos e inadequados são bem capazes de se terem tornado num dos casais mais interessantes e atrativos da televisão americana. Com o talento dos seus criadores e as interpretações brilhantes de Jim Parsons e Mayim Bialik, Sheldon e Amy mantêm muito espetador agarrado ao ecrã e provam a maior de todas as teorias: que o amor não é uma fórmula exata.

publicado às 14:20


Joana

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Neste mar

Sobre tudo e sobre nada. História e política. Brincadeiras e aventuras. Literatura e cinema. Trivialidades e assuntos sérios. Arte e lusofonia. Dia-a-dia e intemporalidade. E, claro, um blogue com sotaque do norte.