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publicado às 12:52

publicado às 17:19

Reencontros

08.09.14

Estas férias ficam também marcadas por um reencontro. Antes de casar, a minha mãe tinha uma amiga a quem era especialmente chegada. Nunca viveram a mais de quinze quilómetros de distância, mas a vida foi acontecendo e elas separaram-se. Isto tem mais de vinte anos.

 

Ao longo do tempo, encontraram-se ocasionalmente na rua, umas duas ou três vezes. Trocaram números e mails, promessas de novos contatos e encontros, mas a vida nunca para de acontecer e há coisas que se vão sempre adiando.

 

Pois bem, estas férias, a vida parou de acontecer. Pelo aniversário da minha mãe, essa amiga ligou e, na conversa, perceberam que estariam aqui na mesma altura. Marcaram finalmente um reencontro a sério, com jantar e famílias ao barulho. Pela primeira vez conheci essa senhora de quem sempre ouvi falar. Quando se reencontraram, não pela primeira vez desde a juventude, mas pela primeira vez em que não foi um acaso do destino, deram um abraço apertado e cheio de saudade, lágrimas nos olhos e emoções que se sentiam. O resto, obviamente, foi muita conversa, mas espero mesmo que este seja o primeiro de muitos encontros e conversas, porque o que eu vi ali, no passeio de uma numa noite amena de Vilamoura, foi uma das características mais impressionantes das amizades verdadeiras. Não há vida ou tempo que as apague.

publicado às 18:47

publicado às 15:35

O poeta do povo

07.09.14

Ficou conhecido como poeta cauteleiro por vender cautelas e declamar os seus poemas em feiras, mas eu acho que poeta do povo lhe assenta muito melhor. Hoje passámos de carro pela Escola Secundária Poeta António Aleixo e eu nem sei como me fui esquecer deste património literário que o Algarve nos deu.

 

Aleixo teve inúmeras profissões e uma vida sofrida e de pobreza. Era simples, humilde e semianalfabeto, mas deixa uma obra de relevo, num estilo irónico, mordaz e filosófico, espelho da crueza da vida e das realidades que conheceu. Dado que era um poeta popular e que só tardiamente começou a documentar a sua poesia, há uma parte da sua obra que se terá perdido para sempre.

 

A primeira vez que ouvi falar em Aleixo foi num livro de António Mota, autor que li bastante em miúda. Não sei em qual deles foi, mas há um poema de Aleixo que eu nunca mais esqueci e que, sei agora, é um excelente exemplo da sua poesia.

Nas tuas horas mais tristes,

De mágoas e desenganos,

Pensa que já não existes,

Que morreste há muitos anos.

 

publicado às 18:31

Ontem chegou um casal amigo dos meus pais que me diz muito. Tanto como família. Conheceram-se quando a minha mãe estava grávida de mim e essa amizade tem, portanto, a minha idade. Fizemos férias juntos muitas vezes aqui em Portimão, em outros locais do Algarve e do país. Em todas essas férias, nunca foi aquela coisa de cada um à sua vida. Sempre fizemos praticamente tudo juntos – praia, passeios, refeições, compras – mesmo cada um tendo o seu carro e, às vezes, até o seu próprio alojamento. Eu também já pude fazer férias com amigos, pessoas que também me dizem muito e há ainda outros com quem gostava de fazer, mas que ainda não foi possível. Ainda assim, pergunto-me se vou ter esta sorte. Vinte e sete anos depois, com uma amizade tão sólida e genuína. A melhor forma de amizade: aquela que não pesa.

publicado às 16:29


Joana

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Neste mar

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