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Soube hoje que ontem fez vinte anos que estreou a série de culto Friends, que teve grande impacto na altura por abordar a vida de jovens adultos que encaram sem tabus a sua vida sexual. Com diálogos brilhantes, a comédia sempre presente, o elenco perfeito, um conceito à época inovador e uma audiência tão variada, não percebo como só ganhou o Emmy uma vez. Mesmo assim, a série conseguiu - não foi esquecida. Já vi todos os espisódios e ainda agora vejo. A minha irmã também adora. Para mim, bate qualquer comédia atual e nunca deixo de rir com os disparates e as peripécias de Rachel, Ross, Monica, Chandler, Phoebe e Joey. 

Quando me sinto deprimida, mas não tenho tempo para isso, ouço a música inicial para me animar. E resulta! Claro que eu sei que aquilo não existe - amigos que vivem juntos, fazem tudo juntos e estão todos os dias juntos. Mas lembra-me que existem amigos com quem se pode contar sempre, numa versão real que é melhor que a da série - mesmo não estando sempre juntos, são amigos daquela maneira when the rain starts to fall. Porque o melhor de Friends, muitas vezes acusada de ser superficial, é o seu conceito bem profundo - que os amigos são, mesmo não tendo esse nome, família. 

P.S.: É este género de coisa, pensar nessa família escolhida que eu tenho a sorte de ter, que me deixa os olhos a picar e as emoções em descontrolo. O que se há-de fazer, sou chorona.

publicado às 13:50

Reencontros

08.09.14

Estas férias ficam também marcadas por um reencontro. Antes de casar, a minha mãe tinha uma amiga a quem era especialmente chegada. Nunca viveram a mais de quinze quilómetros de distância, mas a vida foi acontecendo e elas separaram-se. Isto tem mais de vinte anos.

 

Ao longo do tempo, encontraram-se ocasionalmente na rua, umas duas ou três vezes. Trocaram números e mails, promessas de novos contatos e encontros, mas a vida nunca para de acontecer e há coisas que se vão sempre adiando.

 

Pois bem, estas férias, a vida parou de acontecer. Pelo aniversário da minha mãe, essa amiga ligou e, na conversa, perceberam que estariam aqui na mesma altura. Marcaram finalmente um reencontro a sério, com jantar e famílias ao barulho. Pela primeira vez conheci essa senhora de quem sempre ouvi falar. Quando se reencontraram, não pela primeira vez desde a juventude, mas pela primeira vez em que não foi um acaso do destino, deram um abraço apertado e cheio de saudade, lágrimas nos olhos e emoções que se sentiam. O resto, obviamente, foi muita conversa, mas espero mesmo que este seja o primeiro de muitos encontros e conversas, porque o que eu vi ali, no passeio de uma numa noite amena de Vilamoura, foi uma das características mais impressionantes das amizades verdadeiras. Não há vida ou tempo que as apague.

publicado às 18:47

Ontem chegou um casal amigo dos meus pais que me diz muito. Tanto como família. Conheceram-se quando a minha mãe estava grávida de mim e essa amizade tem, portanto, a minha idade. Fizemos férias juntos muitas vezes aqui em Portimão, em outros locais do Algarve e do país. Em todas essas férias, nunca foi aquela coisa de cada um à sua vida. Sempre fizemos praticamente tudo juntos – praia, passeios, refeições, compras – mesmo cada um tendo o seu carro e, às vezes, até o seu próprio alojamento. Eu também já pude fazer férias com amigos, pessoas que também me dizem muito e há ainda outros com quem gostava de fazer, mas que ainda não foi possível. Ainda assim, pergunto-me se vou ter esta sorte. Vinte e sete anos depois, com uma amizade tão sólida e genuína. A melhor forma de amizade: aquela que não pesa.

publicado às 16:29


Joana

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Neste mar

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