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Amor é... #6

28.11.14

"Apetece-me um chocolate". Foi o que eu disse ao E. na quarta à noite, via telefone. Ontem, com apenas quarenta minutos para fazer uma viagem que demoraria, no mínimo, uma hora, parou aqui de propósito para me trazer o tal chocolate.

 

Ainda se ofereceu para ir comigo em busca dos sapatos impossíves no sábado.

 

Se calhar ando a receber muito mimo.

publicado às 09:14

Shamy

22.11.14

Gosto d' A Teoria do Big Bang. Não sou assim a grande fã que não perde um episódio, mas sempre estou a ver televisão e apanho um, vejo. Das comédias atuais é a minha favorita, com o seu humor permanente, personagens excêntricas que tentam adequar-se ao mundo normal (e vice-versa) e um elenco que funciona. Tem também o romance mais improvável e aparentemente disfuncional do universo: Sheldom e Amy (Shamy). 

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Amy anseia por um namorado há anos. Sheldon nunca quis uma mulher na sua vida. Estão a encontrar-se a meio do caminho. Funciona! A evolução da sua relação, ainda que extremamente lenta, é, na minha humilde opinião, absolutamente certa. Com a naturalidade e a serenidade que dão solidez às coisas e um ritmo imposto, não pela sociedade, mas pelos próprios, através de série de compromissos cómicos de parte a parte.

O mundo televisivo está a rebentar de casais aparentemente "melhores". Com mais química, mais emoção, muito mais entusiasmo e que encaixam nos padrões sociais do romântico. Ainda assim, estes dois cientistas esquisitos e inadequados são bem capazes de se terem tornado num dos casais mais interessantes e atrativos da televisão americana. Com o talento dos seus criadores e as interpretações brilhantes de Jim Parsons e Mayim Bialik, Sheldon e Amy mantêm muito espetador agarrado ao ecrã e provam a maior de todas as teorias: que o amor não é uma fórmula exata.

publicado às 14:20

Graças aos destaques do Sapo, encontrei este texto. Gostei bastante e mexeu comigo. Aliás, este assunto da adoção mexe sempre comigo! Aqui perto de minha casa há uma instituição que acolhe crianças orfãs até que, esperançosamente, sejam adotadas. Já fui lá algumas vezes, umas no âmbito de iniciativas de associações a que pertencia, outras a titúlo individual. Foi sempre de partir o coração ouvir aquelas histórias tão triste de vidas ainda tão jovens. Vim sempre embora com vontade de trazer um ou dois comigo. Lembro-me que, da primeira vez que lá fui, fiquei verdadeiramente surpreendida com a realidade que encontrei, muito diferente da que fui construindo na minha cabeça ao longo da vida, sobre o que seria um orfanato. É um local com boas condições e as crianças são bem tratadas, mas, mais do que isso, elas verdadeiramente adoram aquelas pessoas, que os tratam com todo o carinho e amor.

 

Gostava de adotar um dia. Digo isso muitas vezes, mas não sei se vou ser capaz. Por motivos muito egoístas, na verdade. O processo de adoção assusta-me muito e só o queria fazer depois de ter um filho biológico pela simples razão que gostava de estar grávida. Ter uma vida a construir-se dentro de mim. Adotar não é uma decisão fácil (nem uma que possa tomar sozinha), mas mesmo perante as dificuldades do processo, lembro-me das crianças que conheci naquela casa. Mesmo sendo bem tratadas e acarinhas, o que mais queriam era uma família. E eu sei que isso não se baseia em laços de sangue e sim em laços de amor.

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publicado às 19:34


Joana

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Neste mar

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