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O post de dia 1

03.01.15

Se a preguiça não tomasse infalivelmente conta de mim em todos os primeiros de janeiro, teria escrito este post nesse dia. Era esse o meu plano. Agora fica aqui ao sábado, que não é o melhor dos dias para estas coisas, mas como já vai com algum atraso, terá que ser. Na verdade, ando à procura de uma desculpa desde que vi este discurso, em direto, numa madrugada de setembro. A chegada de um novo ano pareceu-me apropriada.

 

Eu gosto de cinema. Não tanto como de livros ou viagens, mas mais do que de música ou teatro. Não sou aficcionada. Não vejo tantos filmes quantos gostaria, nem sequer vou muito ao cinema. Mas gosto. E, nos anos mais recentes, tenho começado a gostar de séries. Das mais variadas e nenhuma seguida ao episódio. Mas gosto. Quase por consequência, os resultados dos prémios relacionados dizem-me alguma coisa. Nos últimos Emmys, Bryan Cranston venceu, com a maior das justiças, o Emmy de Melhor Ator Principal numa série dramática. Já falei disso aqui e nao vou voltar a fazê-lo. Desta vez não é sobre o seu trabalho que escrevo, mas sobre o seu conselho. Ao aceitar o seu quarto Emmy pelo desempenho como Walter White, Bryan Cranston mostrou que tem mais a dizer do que as falas das suas personagens.

Não sei porque fui agraciado com tanta sorte na minha vida. Eu era um miúdo que procurava sempre o atalho. Um malandro. A minha própria família chamava-me Chico Esperto (...) Acabei por tropeçar e encontrar uma paixão que plantou uma semente que desabrochou em algo tão maravilhoso para mim. Eu adoro atuar. É uma paixão minha e vou fazê-lo até ao meu último suspiro. Posso apenas dizer que estou grato por tudo o que me tem acontecido. (...) Por fim, quero dedicar este prémio a todos os Chicos Espertos do mundo que pensavam que contentar-se com algo medriocre era uma boa ideia porque era seguro. Não o façam! Arrisquem, tentem, encontrem essa paixão, reacendam-na, apaixonem-se de novo. Vale mesmo a pena.

 

Que todos possam encontram essa paixão hoje, amanhã, o mais rápido possível e, se não puder ser este ano, então que seja noutro porque nunca será tarde até se parar de tentar.

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publicado às 10:09

Após prolongada ausência para comer os chocolates que recebi no Natal (a minha dieta começa no ano novo, portanto, não dá para facilitar), volto com "O Melhor de 2014 - séries".

 

Quase nem valia a pena escrever este post. Bastava remeter para este sobre os Emmys. Vou então começar por fazer batota e escolher duas séries, uma de comédia e outra de drama. As escolhas são óbvias e clichés: A Teoria do Big Bang e Breaking Bad. A primeira é, de muito longe, a minha comédia atual favorita e não percebo como nunca ganou o Emmy ou o Globo de Ouro de Melhor Série de Comédia. A minha segunda escolha é ainda menos original: o final de uma aclamada série de culto, por muitos considerada a melhor série de sempre. Os motivos destas escolhas são comuns: o argumento, o elenco e a direção. Mas a escolha final terá que ser Breaking Bad. Tem um ponto extra com a sua brilhante fotografia, traz a vantagem de retratar a terrível realidade do mundo da droga e soube encontrar o seu fim. É que eu tenho esta teoria que uma boa série sabe quando deve terminar e acho que Breaking Bad soube fazê-lo numa perfeição que levará a série a ser vista por longos e bons anos.

 

A quem nunca viu (há alguém?), vejam e tentem não engolir todas as temporadas de rajada. Desafio-vos.

Breaking-Bad.jpg

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publicado às 18:37


Joana

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Neste mar

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