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A história que vou contar agora (e o vídeo que a acompanha) é um pouco demais para uma chorona como eu. É a história de uma jovem norte americana a quem foi diagnoticado um cancro cerebral de nível quatro. Incurável. Brittany Maynard tem vinte e nove anos e uma pena de morte. Decidiu que a sua única escolha seria quando morrer. Renunciou à radioterapia e mudou-se para da California para o Oregon, Estado que lhe permite optar por morrer com dignidade.

 

Na vida, quase tudo é uma questão de perspetiva. As manifestações em Hong Kong, a crise na Ucrânia, o surto do Ébola, tudo isto deve parecer irrelevante a esta jovem. Devem imaginá-la triste e deprimida, mas quem vir este vídeo, ainda que não domine a língua inglesa, encontrará uma jovem alegre, talvez até feliz. Escolheu o seu próprio destino e fez as pazes com ele. Agora, como o aceitou é que não sei.

 

Nunca pensei muito na questão da eutanásia, mas vejo isto e não me parece mal ou errado. Entre uma morte excruciante e uma pacifíca, a escolha racional parece-me simples. Não sei, no entanto, se teria a sua coragem, de escolher assim um dia e ir em frente, mas penso que gostaria de ter essa hipótese. Brittany escolheu morrer a 1 de novembro de 2014, na sua casa e com a sua família. Sem dores e sem complicações. Apenas com memórias felizes.

publicado às 13:03

Estado Islâmico

09.10.14

Disse aqui esta semana que me recuso a ver o Islão como um bando de gente radical. Esses são uma minoria. Ainda assim, a minoria que o Estado Islâmico representa é para lá de perigosa. Não tem rosto, nem dá a cara. Mata sem hesitar e sem qualquer respeito pela vida humana. Parece ate um filme, mas é o mais real possível.

 

Não encaro um conflito armado de ânimo leve, mas, infelizmente, aqui não vejo outra hipótese. Neutralizar o Estado Islâmico deve ser a prioridade absoluta do mundo ocidental. Não há negociações, conferências ou diálogo. É matar ou morrer. E sim, sei o peso destas palavras. Numa guerra a este nível vão morrer civis, entre os quais, com toda a certeza, crianças. Mas a verdade é que isso já está a acontecer. Porque quando vejo aqueles homens prestes a serem decapitados, não é de guerras ou de políticas que me lembro. É de quem fica! Das mães, dos pais, das esposas, dos filhos que ficam e que, com toda a certeza, morrem por dentro.

 

Se um dia eu tiver filhos, sei que é impossível trazê-los para um mundo perfeito. Queria pelo menos que fosse um mundo um pouco mais tolerante, onde as pessoas respeitem as outras por quem elas são, se não sem julgamentos, pelo menos sem violência. Mas talvez nem isso seja possível.

 

Nota: Não gosto fazer posts sem imagens, mas aqui tem não há outra hipótese porque elas são horríveis demais e representam tudo aquilo que o mundo não deve ser.

publicado às 13:32

O Islão

06.10.14

Na Grande Mesquita, em Nova Deli, os Muçulmanos celebram hoje o Eid al-Adha. É este o Islão em que acredito e que defendo - pessoas pacíficas e tolerantes que apenas querem viver as suas vidas e a sua Fé em tranquilidade - e não numa minoria radical que desconhece o profundo significado (e importância) da paz e da tolerância.

publicado às 19:08

... o que para mim significa tudo o que está errado com os políticos em Portugal.

publicado às 22:21


Joana

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Neste mar

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