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Conversa entre duas meninas:

- Sabes, a Diretora de Turma explicou hoje que vamos ter aulas sobre aquilo.

- Aquilo?

- Sim, tu sabes: aquilo!

- Não estou a perceber.

(Eu ri-me.)

- Vês? A professora já percebeu.

- Mas eu não. O quê?

- (Revira os olhos) Professora, posso dizer o nome?

publicado às 09:29

Tenho o hábito diário de ver, para além das notícias, as fotos ligadas ao dia (como, aliás, já devem ter percebido). Isto mostra-me fotos incríveis, não só da natureza, como da humanidade. É isso que tenho mostrado aqui, de vez em quando. Claro que não há bela sem senão.

 

Do conflito na Síria, à situação na Ucrânia, passando pelo surto do Ébola e dos protestos em Hong Kong, tudo é coisinha para me arrancar uma lágrima. Já tinha dito antes, sou chorona. Mas uma das fotos que vi ontem é coisa para me fazer correr rios. De lágrimas e de tinta.

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Numa fábrica de balões, esta é apenas uma dos 6,3 milhões de crianças que trabalham no Bangladesh, o que corresponde a mais de metade da população portuguesa. O seu lugar é, obviamente, na escola.

 

Um dia, ainda vou contar estas histórias.

publicado às 10:20

Quis ler o dito trabalho sobre orientações sexuais e a minha T. escreveu assim: Os homossexuais são, muitas vezes, discriminados pela sociedade e até pelos seus familiares (…) mas não posso concordar com esta atitude, pois penso que as pessoas devem ter liberdade de serem quem são e procurarem ser felizes, sem se sentirem discriminadas pelos outros.

 

Será que posso acreditar que um bocadinho disto é meu? Posso?

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publicado às 10:01

Ter uma irmã de 14 anos normalmente é fonte de muitas tropelias, brincadeiras, peripécias e comédias, mas hoje não é um desses dias. A T. esteve a contar-me que, já no ano letivo passado, estiveram a falar, na disciplina de Escola e cidadania, sobre orientação sexual e que, como trabalho de casa, tinham que elaborar um texto sobre o assunto. Tenho algumas dificuldades em perceber este trabalho, mas penso que o objetivo era obrigá-los a pensar sobre o que ouviram na aula e sobre o debate (ou balburdia) que se seguiu. Converso com a T. sobre essa aula e eis que ela me diz que boa parte da turma é “contra os homossexuais”. Contra? Oi? Como se isso fosse sequer possível! É como ser contra a escola ou o sol. Fiquei desanimada! Tão jovens e já homofóbicos, discriminadores, formatados. Não percebo, a sério que não. Há alguma coisa de muito errada aqui e, por muitos fatores que considere, nunca consigo desconsiderar os agentes educadores.

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publicado às 21:38

Vi o filme Charlie e a Fábrica de Chocolate pela primeira vez. Johnny Depp não esteve no seu melhor, mas o jovem Freddie Highmore, que interpreta Charlie, é muito genuíno e cada vez gosto mais das produções de Tim Burton. Já tinha ouvido falar do filme, mas não fazia ideia que o principal tema é a educação. Ou melhor, a má educação. Veruca é uma menina mimada e que não aceita um não como resposta; Violet foi educada para vencer e não olha a meios para atingir os seus fins; Augustus é um rapazinho guloso e invejoso, que come  dezenas de chocolates por dia; e Mike é agressivo, armado em esperto e viciado em videojogos, o que fez com perdesse a imaginação - todos são engolidos pela fábrica de Wonka, até que apenas o humilde e carinhoso Charlie resta.

Estes exageros educativos existem na realidade e chama-me, em particular, a atenção a critica ao excesso de meios informáticos e televisivos. Devo salientar que eu cresci a ver filmes - os agora chamados clássicos da Disney - e que não sou daquelas pessoas fundamentalistas que defendem que as crianças não devem ver televisão ou jogar videojogos. Acho, isso sim, que tudo deve ser feito na medida certa e que realmente, e como dizem os Oompa Loompas, o excesso mata a imaginação e habitua o cérebro a um consumo imediato, em que já não pensa, apenas vê.

 

Infelizmente, não encontrei legendado, apenas a dobragem brasileira, mas aqui fica o vídeo, que é bem interessante, tanto para miúdos como para graúdos.

publicado às 10:39


Joana

foto do autor


Neste mar

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