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publicado às 12:52

Chegar a casa das férias significa uma coisa da qual fujo como o diabo da cruz: creme hidratante. Sou preguiçosa, admito, e só o ponho para tentar prolongar o ligeiro bronzeado que a minha pele branquela e o meu medo de escaldões permitem. Lá terei que andar a besuntar-me.

publicado às 21:08

publicado às 17:19

Reencontros

08.09.14

Estas férias ficam também marcadas por um reencontro. Antes de casar, a minha mãe tinha uma amiga a quem era especialmente chegada. Nunca viveram a mais de quinze quilómetros de distância, mas a vida foi acontecendo e elas separaram-se. Isto tem mais de vinte anos.

 

Ao longo do tempo, encontraram-se ocasionalmente na rua, umas duas ou três vezes. Trocaram números e mails, promessas de novos contatos e encontros, mas a vida nunca para de acontecer e há coisas que se vão sempre adiando.

 

Pois bem, estas férias, a vida parou de acontecer. Pelo aniversário da minha mãe, essa amiga ligou e, na conversa, perceberam que estariam aqui na mesma altura. Marcaram finalmente um reencontro a sério, com jantar e famílias ao barulho. Pela primeira vez conheci essa senhora de quem sempre ouvi falar. Quando se reencontraram, não pela primeira vez desde a juventude, mas pela primeira vez em que não foi um acaso do destino, deram um abraço apertado e cheio de saudade, lágrimas nos olhos e emoções que se sentiam. O resto, obviamente, foi muita conversa, mas espero mesmo que este seja o primeiro de muitos encontros e conversas, porque o que eu vi ali, no passeio de uma numa noite amena de Vilamoura, foi uma das características mais impressionantes das amizades verdadeiras. Não há vida ou tempo que as apague.

publicado às 18:47

publicado às 15:35

Humor T.

06.09.14

Hoje, durante a tarde, estando a minha mãe deitada no sofá:

 

Eu - Mãe, não durmas. Depois logo não consegues adormecer.

T. - Tu também dormiste ontem à tarde.

Eu - E estou muito arrependida!

T. - O importante é que te fez feliz.

publicado às 19:41

Ontem chegou um casal amigo dos meus pais que me diz muito. Tanto como família. Conheceram-se quando a minha mãe estava grávida de mim e essa amizade tem, portanto, a minha idade. Fizemos férias juntos muitas vezes aqui em Portimão, em outros locais do Algarve e do país. Em todas essas férias, nunca foi aquela coisa de cada um à sua vida. Sempre fizemos praticamente tudo juntos – praia, passeios, refeições, compras – mesmo cada um tendo o seu carro e, às vezes, até o seu próprio alojamento. Eu também já pude fazer férias com amigos, pessoas que também me dizem muito e há ainda outros com quem gostava de fazer, mas que ainda não foi possível. Ainda assim, pergunto-me se vou ter esta sorte. Vinte e sete anos depois, com uma amizade tão sólida e genuína. A melhor forma de amizade: aquela que não pesa.

publicado às 16:29


Joana

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Neste mar

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