Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Eurovisão

20.02.15

Então é o seguinte: eu sou fã da Eurovisão. Não quero saber se é parolo, datado ou o diabo a sete, gosto e pronto. Em sábado de final da Eurovisão, não estejam à espera de me encontrar na rua. O problema é o seguinte: nós estamos mais perto de ganhar um mundial de futebol do que um festival da Eurovisão. O ano que passou, então, foi uma desgraça que espero não se repita (quando é que a malta percebe que com pimbalhada não vamos lá?).

 

A RTP anunciou hoje as músicas a concurso interno este ano. Mais uma vez, tudo em português (contra o que não tenho nada, apesar de achar que diminui as probabilidades de vitória) e espero mesmo que desta os compositores portugueses tenho puxado do brio. É que nós já não somos Olimpos brilhantes, com a Seleção, prémios nem vê-los, o FMI não nos larga a perna, pelo menos podia vir aí uma musiquinha de jeito, sim? É que outra vez uma qualquer Suzy deste país a cantar uma música pimba, com sons tribais, enquanto tenta uns passinhos samba semi nua em cima de um palco internacional, não dá. Vá lá, este povo já sofre que chegue.

publicado às 11:30

IMG_201412351_053745.jpg

 

Coimbra também tem os seus encantos.

publicado às 17:38

Destaques

28.10.14

sapo.png

 

Na página inicial do Sapo Blogs, como habitual, há um texto em grande destaque. O de hoje é do Mar Português. Obrigada, Sapinho! Pelo destaque do blogue e de um texto meu, mas sobretudo do património nacional. O país azul, aqui.

publicado às 15:16

O país azul

24.10.14

Nunca tinha pensado em Portugal assim, mas gosto. Mais que isso, faz sentido. Esta semana, o New York Times nomeou os azulejos portugueses como um dos 12 tesouros da Europa. Adoro ver o património nacional reconhecido, ainda para mais da forma tão romântica como a publicação nova iorquina o faz:

Haverá um país mais azul que Portugal? O céu azul e o Oceano Atlântico abraçam a terra. Os humores azuis* do Fado, a música melancólica, forma a banda sonora nacional. E por todo o Portugal, os típicos azulejos ajuis encontram-se em igreja, mosteiros, castelos, palácios, universidades, parques, estações de comboios, halls de hoteis e fachadas de apartamentos.

 

Pensando nisso, é realmente fácil encontrar azulejos portugueses pelo país fora:

Capela_das_Almas_(Porto)_002.jpg

 Capela das Almas, no Porto.

Fábrica da Viúva Lamego.jpg

Fachada da Fábrica de Cerâmica Viúva Lamego, em Lisboa.

ASC_7669-palacio-fronteira.jpg

 Jardins do Palácio Marquês da Fronteira, em Lisboa.

Se-Estacao de Sao Bento (1).jpg

Átrio da Estação de São Bento, no Porto.

6385710039_ba5c7ea87e_z.jpg

Sala dos Brasões, Palácio Nacional de Sintra.

IgrejaMatrizDeSaoLourenco_Grufnik.jpg

 Interior da Igreja de São Lourenço, em Almancil.

 

E, um dia, quem sabe, na cozinha lá de casa:

Porcelanato-Azulejo-Português-1.jpg

 

*No original blue moods, uma vez que o azul é, na língua inglesa, associado à melancolia.

publicado às 09:40

Porto.

30.09.14

Gosto mesmo disto! É típico, sem ser tradicional e, nas palavras dos criadores, "pode ainda ser moldado". E o que é o Porto senão isso? Igual a si próprio, mas sempre a reinventar-se, a inconformar-se, a fazer História sem perder o que já foi escrito. Escrevi aqui uma vez que o Porto é mais do que uma cidade. Colocá-la num único slogan ou imagem é difícil, mas parece que foi possível. É o Porto - ponto final.

publicado às 12:26

Não sei se já tinha dado para perceber que gosto de literatura e que acredito muito na produção nacional. Mas se ainda não deu, acho que agora vai dar.

Quero isto! Muito! (Aproveito agora para lembrar que faço anos daqui a exatamente um mês.)

 

É verdade que ainda não tenho a minha casa, mas e então? Este conjunto tem tanto a ver comigo que acho que, se eu tivesse essa casa (ou quando a tiver), quem me conhece saberia reconhecê-la só de ver estas chávenas. São perfeitas! A designer, Catarina Pestana, capturou na perfeição as várias faces da literatura pessoana: diferentes, mas indissociáveis e, sobretudo, fora do convencional. Tal como uma chávena de café que não tem asa e não se sustém sozinha.

 

Pessoa ortónimo e os seus heterónimos mais conhecidos: as melhores companhias para o café. 

publicado às 17:46

publicado às 17:19

O poeta do povo

07.09.14

Ficou conhecido como poeta cauteleiro por vender cautelas e declamar os seus poemas em feiras, mas eu acho que poeta do povo lhe assenta muito melhor. Hoje passámos de carro pela Escola Secundária Poeta António Aleixo e eu nem sei como me fui esquecer deste património literário que o Algarve nos deu.

 

Aleixo teve inúmeras profissões e uma vida sofrida e de pobreza. Era simples, humilde e semianalfabeto, mas deixa uma obra de relevo, num estilo irónico, mordaz e filosófico, espelho da crueza da vida e das realidades que conheceu. Dado que era um poeta popular e que só tardiamente começou a documentar a sua poesia, há uma parte da sua obra que se terá perdido para sempre.

 

A primeira vez que ouvi falar em Aleixo foi num livro de António Mota, autor que li bastante em miúda. Não sei em qual deles foi, mas há um poema de Aleixo que eu nunca mais esqueci e que, sei agora, é um excelente exemplo da sua poesia.

Nas tuas horas mais tristes,

De mágoas e desenganos,

Pensa que já não existes,

Que morreste há muitos anos.

 

publicado às 18:31

É esta:

Nos sítios mais turísticos (Portimão é o exemplo clássico), permitiram a construção destas aberrações. Quando era miúda, vi construir o empreendimento da foto, que agora está quase ao abandono e que fica a 10 minutos a pé da Rocha. Em resumo, cimentaram as praias. 

publicado às 18:35

125 Azul

04.09.14

Eu morria se não punha isto aqui. Não arranquei sem destino nenhum, nem sequer vim pela autoestrada, mas sei o que é isso de querer novos começos (este blogue é isso, também).

 

Adoro o original dos Trovante (que tem a minha idade) e sim, também gosto da real 125 azul, que nos faz passar por todos os lugares que eu descobri e descrevi no post anterior. Deixo aqui uma versão ao vivo de Luís Represas com João Pedro Pais, que eu podia ouvir para sempre, e um dia destes faço dessa uma das minha viagens: percorrer a 125 de uma ponta à outra e ver o Algarve que ainda não vi.

publicado às 19:37


Joana

foto do autor


Neste mar

Sobre tudo e sobre nada. História e política. Brincadeiras e aventuras. Literatura e cinema. Trivialidades e assuntos sérios. Arte e lusofonia. Dia-a-dia e intemporalidade. E, claro, um blogue com sotaque do norte.