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... Trazer as minhas pataniscas a aprender a fazer uma fogaça.

publicado às 15:39

Destaques

14.12.14

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Acontece na minha cidade e o Sapo não deixou passar. Obrigada por este destaque (ainda para mais daqueles grandes) a um texto meu e a um lugar tão especial como o Museu. Podem ver aqui tudo sobre o Museu, as suas fogaças e o seu laboratório de sabores. E a todos os que puderem, não deixem de visitar.

 

publicado às 18:02

Este é o sítio que não se vê, mas foi o que mais gostei. Há um forno elétrico para as eventualidades, um fogão e uma batedeira. Tudo o resto é feito à mão e cozido em forno a lenha. O bolo brigadeiro, o salame de chocolate com fogaça, croissants e pastéis de nata, tartes e semifrios, bolachas, scones e caladinhos e todas as variedades de fogaça que já descrevi. Tudo começa aqui, numa cozinha espaçosa e cheia de sol, onde cada coisa tem o seu lugar para, no final, todas se misturarem numa harmonia de cheiros e sabores que é impossível ignorar. Tudo é delicioso no Museu e foi na sua cozinha que encontrei a explicação. O chocolate é mesmo chocolate, a manteiga é mesmo manteiga, as framboesas são frescas e tudo é feito no dia, com aposta numa confeitaria diferente, que procura e cria as suas próprias receitas.

 

Para além da Festa das Fogaceiras, que ocorre a 20 de janeiro, o Museu Vivo da Fogaça acompanha os outros eventos da terra, trajando-se a rigor para a Viagem Medieval e vestindo-se de cor para o Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua. Mas, já aí está Perlim – Uma Quinta de Sonhos, um parque temático de Natal, e o Museu criou um doce especial, as Bolas de Perlim, que são feitas no forno (ao invés de fritas), recheadas com um creme colorido com corantes naturais e polvilhada com brilhantes comestíveis. O resultado é mágico e é impossível olhar para elas sem nos sentirmos invadidos pela magia que o evento proporciona.

 

Ainda assim, o que torna este espaço realmente especial são as pessoas. Todos com simpatia e um sorriso no rosto, partes num projeto em que acreditam. E, naturalmente, a extraordinária equipa de criativos que pensa e repensa, tenta e volta a tentar, até chegarem ao resultado perfeito.

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 Os scones a ganharem forma.

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Prontos para ir ao forno, os caladinhos são outro dos doces típicos de Santa Maria da Feira.

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O Doce de Pereiras, um pão de ló glaceado, em forma de escudo, que homenageia a história da cidade, outrora casa dos Condes da Feira, os Pereiras.

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 As Bolas de Perlim, criadas para o evento Perlim - Uma Quinta de Sonhos, com o seu aspeto absolutamente mágico.

Um especial obrigada à Lina e ao Tiago, que nos receberam de forma tão gentil e genuína e nos deixaram bisbilhotar a sua arte.

 

E, claro, adivinhem lá a quem ainda não agradeci? Ao meu fotografo-das-horas-vagas, que se levantou às seis da manhã de um domingo para dar imagem a mais uma das minha aventuras. Obrigada!

 

Tudo sobre o Museu, aqui.

publicado às 14:27

A eterna fogaça

11.12.14

Esta é a grande missão do Museu Vivo da Fogaça: manter vivo o sabor da mais antiga tradição feirense. Vivo porque existe, todos os dias, no espaço único que é o Museu. Vivo porque mexe, percorrendo o país a espalhar sabores e tradição. Vivo porque evoluí, adicionando, experimentando e reinventando, sempre com respeito pela tradição, uma série de produtos únicos. É assim que vemos desfilar a corte – uma corte das fogaças.

 

Há a imperatriz, uma fogaça especial, recheada com trufas e coberta com frutos vermelhos. Há a rainha, uma fogaça com frutos secos que cheira e sabe a Natal. Há a princesinha, uma fogaça individual com pepitas de chocolate. E há as cortesãs – ou, como gosto de chamar-lhes, a fogaça-bombom – uma mini fogaça recheada com creme de frutos silvestres, de rum e baunilha ou de café.

 

Fora desta corte, mas também deliciosas, encontram-se a fogaça de frutos secos, nascida das opiniões e experiências das várias recriações medievais do país, e as fogacinhas com ovos moles, uma lambarice que homenageia o distrito de Aveiro.

 

Na forma tradicional ou nas muitas variantes, normais ou torradas com compota, manteiga e chocolate, há um ponto comum. São todas, absolutamente, deliciosas. 

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Os tradicionais cortes da fogaça, que lhe dão a forma das ameias do Castelo de Santa Maria da Feira.IMG_5874.JPG

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 As cortesãs de framboesa, em primeiro plano. Atrás, as de café e as de rum e baunilha.

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 As fogacinhas com ovos moles.

Mais sobre o Museu e as suas fogaças, aqui.

publicado às 14:52

Aqui, na minha cidade, há um Museu que honra e eterniza um dos tesouros do património local – a fogaça. Só que este não é um Museu qualquer.

 

Quem lá vai, sente os cheiros, as músicas, as conversas, os livros, os sabores. A Paula e o Moisés, que nos receberam com tanta cortesia e que nos deram total (e privilegiado) acesso, vivem e respiram a sua criação – a primeira fogaçaria de Santa Maria da Feira. O termo é original e único, ainda que existam muitas casas a fazer fogaça na cidade. E, claro, tal como o nome, tudo aqui tem uma história, foi sentido e pensado. Está vivo.

 

O espaço é um só mas divide-se em três espaços únicos: a sala de leitura, que convida e incentiva com os seus livros e sofás, o pátio das cantigas, emoldurado por um palco com piano e gramofone, e o cantinho das degustações, com um balcão a fazer lembrar as mercearias de antigamente. E, se os livros servem para ler e os doces para saborear, o palco ilumina-se para alguns espetáculos. Nas paredes, que também não têm descanso, há exposições temporárias de fotografia, escultura, desenho ou pintura.

 

Ao falar com os proprietários, é impossível não sentir o entusiasmo e o carinho que têm pelo seu projeto. Quando pedi para, sucintamente, definirem o Museu, ouvi uma resposta franca e inusitada. “É uma porta aberta. Aqueles são os nossos livros, as músicas que passam são os nossos cds. É uma porta aberta para a sala da nossa casa.”

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 O cantinho das degustações.

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A sala de leitura. 

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 O pátio das cantigas.

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 A tradicional fogaça, que dá nome ao espaço, aqui em cerâmica.

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 Chamoa, o licor oficial da Viagem Medieval de Santa Maria da Feira.

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Mais sobre esta casa incrível no site oficial e aqui, no blogue, nos próximos dias.

publicado às 10:02


Joana

foto do autor


Neste mar

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