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Já tenho dito por aqui que gostava de fazer uma rúbrica sobre viagens. É das coisas que mais gosto de fazer e, por consequência, de escrever. Não viajei assim tanto, mas a verdade é que, se me dissessem há uma década atrás que em dez anos visitaria todos estes lugares, não acreditava. Portanto,e apesar de achar sempre que ainda não fui a lado algum, sinto-me feliz com as minhas viagens, o que me mostraram, ensinaram e trouxeram.

 

Em suma, escrever sobre viagens - é isso que quero fazer. Até já tenho alguns textos escritos, em género de diário de bordo, que fui rabiscando in loco. Gosto sempre de trocar impressões sobre este assunto e, quando vou a algum lugar pela primeira vez, não há guia de viagens que bata a experiência de alguém que já lá esteve. Seriam textos muito mais meticulosos se acompanhassem o momento da viagem, mas, ainda que eu não me importasse em absoluto, não vai dar para refazer isto todas tão cedo. Enfim, é o que se arranja. Então pensei aqui numa espécie de jogo. Vou colocar aqui algumas imagens, sem dizer qual é o local, e vocês dizem-me qual preferem ler primeiro, boa? Em troca, prometo não escrever uma novela. Que tal? Parece-vos bem?

 

Na esperança de quererem de facto ouvir falar do "meu mapa", e com a certeza que quero muito ouvir falar dos vossos, aqui ficam as fotos.

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publicado às 09:49

O post atrasado

10.11.14

Devia ter postado isto ontem, mas como cliquei nos rascunhos em vez de na publicação, vem com um dia de atraso. 

 

Ontem fez 25 anos da queda do Muro de Berlim. Visitei a capital alemã durante o InterRail que fiz há cerca de três anos. Fui um pouco a contragosto e passei a viagem a dizer que achava que Berlim não valia apena. Enganei-me, obviamente. A cidade revelou-se de uma forma que nunca imaginei possível e, no final dos três dias, saímos de Berlim absolutamente esmagados pela sua história. Não vou alongar-me sobre isso. Talvez o faça um dia (ando a pensar em fazer uma série só sobre viagens). Vou apenas falar do Muro.

 

Vi alguns dos pedaços que restam e todo o seu traçado está marcado pela cidade, numa linha discreta, mas presente. Que não deixa esquecer. Folgo dizer que Berlim, agora, é uma só. Numa das parte maiores que ainda restam do Muro, há um Memorial com uma exposição permanente e gratuita que começa com a chegada de Hitler ao poder e termina na queda do Muro. Como disse, a cidade não esquece. Nem deve, nem pode. Ninguém pode esquecer.

 

Cinquenta e três anos após a construção do Muro, há muitas diferenças na Europa. A ausência de muros, infelizmente, não é uma delas.

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A tensão e a vontade de reunificação no dia anterior à queda.4090470722_65dc5c29ae_o.jpg

A queda do Muro, que significou liberdade para muitos e a reunificação de toda a Europa.

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Os vinte e cinco anos foram assinalados com a colocação de balões pelo traçado do Muro.1_Park_am_Nordbahnhof_MG_4961-2_Web_Startseite.jpg

Os balões foram largados ao mesmo tempo, simbolizando a queda do Muro.

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Um dos pedaços restantes.

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Uma das maiores partes do Muro ainda de pé e que esconde o Memorial.

publicado às 22:16

publicado às 17:19


Joana

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Neste mar

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